sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Pelo avesso, olha a armadilha

Vamos esquecer a poeticidade dessa música e refletir sobre o sujeito poético dessa canção! Surgida das profundezas do inferno, há sem sombra de dúvida uma apologia às trevas. Como a temática da novela é uma armadilha que faz cantar crianças, adultos e velhos simplesmente sem a menor noção do que pedem chamam o inimigo para dormir na cama de gato. É o mesmo que chamar o lúcifer e dormir no colo dele. Como professor e cristão tenho certeza de que o cara poético é o próprio demônio disfarçado em música.

Pelo avesso (Titãs) autoria de Sergio Brito


Vamos deixar que entrem

Que invadam o seu lar
Pedir que quebrem
Que acabem com seu bem-estar
Vamos pedir que quebrem
O que eu construí pra mim
Que joguem lixo
Que destruam o meu jardim

Eu quero o mesmo inferno

A mesma cela de prisão - a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro

Vamos deixar que entrem

Que invadam o meu quintal
Que sujem a casa
E rasguem as roupas no varal
Vamos pedir que quebrem
Sua sala de jantar
Que quebrem os móveis
E queimem tudo o que restar

Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro

Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
O mesmo desespero

Vamos deixar que entrem
Como uma interrogação
Até os inocentes
Aqui já não tem perdão
Vamos pedir que quebrem
Destruir qualquer certeza
Até o que é mesmo belo
Aqui já não tem beleza

Vamos deixar que entrem
E fiquem com o que você tem
Até o que é de todos
Já não é de ninguém
Pedir que quebrem
Mendigar pelas esquinas
Até o que é novo
Já esta em ruínas
Vamos deixar que entrem
Nada é como você pensa
Pedir que sentem
Aos que entraram sem licença
Pedir que quebrem
Que derrubem o meu muro
Atrás de tantas cercas
Quem é que pode estar seguro?

Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro

Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
O mesmo desespero